17 outubro 2014

Despedidas

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Assim como veio se foi, foi e não deixou nada para depois.
Com juras tolas prometeu manter a fortaleza intacta, mas ela caiu, em mil pedaços desmoronou.
Levanta e recolhe os pedaços, constrói o muro da solidão e nele se esconde. Aceita que perdeu, esse jogo já não é mais teu.
Cantou músicas de esperança, sonhou com o impossível e não imaginou o quão terrível seria... sentir.
Tola menina, não era isso que queria? Não eras tu que dizia não aguentar mais o vazio? Agora o buraco na tua alma está cheio... cheio de dor e novamente... nenhum amor.
A poesia se perdeu no ar, assim como tuas palavras... vazias e levianas.
Está velha, apesar de nova, cansada e bastante torta, usada e para alguns com uma aparência um tanto morta.
Termina de escrever tuas tolices e segue. Dele, pra sempre se despede.
Teu coração é forte e ainda tem muito que aguentar nessa vida.
Respondeu teu adeus com o silêncio, agora que escute o vazio de não ser mais ouvido.
Encontra outros olhos que acalentem tua alma, outros braços que te transmitam calma, outro peito quem que possas descansar a alma.

Ela era eu, ele você, eu não irei te encontrar essa noite.

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